27/05/12

Nossos Erros

Criatura humana, tantos erros através da eras cometemos
Não somos perfeitos, tão pouco estamos próximos de alcançar
Os ideais que nossos progenitores almejaram
Pessoas nos lembraram que sempre iremos falhar
Hoje e sempre, por toda a vida, sem saída a não ser aprender

Deveras vezes que tivemos temor
A alma vazia, com um horror inegável
De não poder falhar, de fugir do inevitável
Tão focado em objetivos absurdos, em sonhos que levam tempo
Não consegue enxergar seus próprios pilares
Cedendo bem ao seu redor

Desponta um dia acordado,
E não vê mais ninguém ao seu lado
O grande erro é revelado, deixou as pessoas para trás
Buscou egoísta por coisas que deveriam andar devagar
Foi incansável e imaturo, inseguro
Para não pedir ajuda e não perceber
Que as coisas certas estavam ao seu lado

Agora abaixe a cabeça, se arrependa
Confesse tais pecados e amadureça
Deixe a cegueira de lado e veja o que é importa
"Errar é humano, persistir no erro é um engano"
Erramos mais de uma vez, numa vida inteira
O caminho não está errado, mas esquecemos de ver sinais,
E tomamos atitudes erradas

Corrigir um erro é possível
Fazer parar de chover, o céu de anoitecer
Sem saber o quanto se aprende
Chega uma hora que devemos enxugar as lágrimas
E só seguir em frente
Sabemos que iremos irer
Não premeditar o erro
Mas também não colocar como impossível
Ser humano e aceitar
Que mesmo a nossa perfeição pode falhar

26/05/12

Discussões

Começam por nada, terminam do nada
Parece que nunca acaba, e nunca querem terminar
Dois lados certos, ninguém quer ser o errado
Amigos brigados, casais separados
Quando existe motivo real, o mundo cai
A casa cai, uma guerra se anuncia
E um dos lados, normalmente o vencedor
Armado com facas e dentes
Com correntes em volta do pescoço

Uma palavra mal dita
Do jeito errado, no tom errado, na hora errada
Agora quebra uma muralha e destrói pilares
Queima os laços que tanto tempo ficaram apertados
Intocados,
Só restam cinzas do tempo sobre o vento frio
Só resta o vazio

Depois de tudo, vem a calmaria
E a estranha percepção da besteira
Inteira e completa besteira, erro mal calculado
Que separou um rio, fechou uma estrada
E ficou alguém ali lamentando
De um engano,
Sem tentar corrigir, sem tentar consertar

A estrada quebrada, todas as coisas tem um fim
E uma discussão deveria terminar com as pazes
Não com cada um indo para o seu canto
Com indiferença e antipatia
Isso queima tudo de valor, anula sentimentos
Deixando um momento passar
Momento que nunca mais vai voltar

Mortos

Ninguém vai dar valor
A uma dor perdida no mundo
Ninguém vai dar a mão
Para aquele que violentamente
Caiu no chão

Tudo de ruim guardado, trancado
A mente pessimista só procura um fim
Mas são as palavras que matam cada fragmento da alma
Feridas fechando e abrindo a todo momento
Nada além do puro tormento
De uma alma incansável
Que não enxerga, não lembra de nada
Além da dor que sente no peito

Ser engolido pelas sombras
Estar preenchido de melancolia e tristeza
Isto dilacera qualquer mente, qualquer alma
Não há quem aguente, tamanha solidão
Coração nenhum suporta por muito tempo
Pouco a pouco se distorce, se transforma
Muda de corpo, muda de alma

Um ser grotesco renasce da dor, 
Retorcido e raquítico
Faminto e completamente movido por instinto
Mais parece um animal decadente
Do que um verdadeiro ser sapiente
Repleto de dor, amor, carinho, violêncio
Preso no limiar da discrição e da indecência
Prefere morrer a ficar preso assim

Se morde, se corta, se estrangula 
Revira tudo ao seu redor,
Procura ficar ainda pior, o horror completo
A mente partida a moral e a honra dilacerada
Na estrada não há mais nada
Além de corpos mortos pelo chão!!